Na posse do novo presidente do Consórcio Nordeste, Rafael Fonteles defende mais acesso ao crédito e recursos para segurança pública

À frente da presidência do Consórcio Nordeste, Rafael Fonteles conduziu iniciativas voltadas à atração de investimentos, transição energética e inovação produtiva, além de ampliar o diálogo com instituições financeiras nacionais e internacionais

O governador de Alagoas, Paulo Dantas, tomou posse, nesta quinta-feira (05), como novo presidente do Consórcio Nordeste, durante a primeira Assembleia Geral do colegiado em 2026. Ele sucede o governador do Piauí, Rafael Fonteles, que esteve presente na cerimônia e encerrou seu mandato à frente da entidade, após um período marcado pela ampliação da cooperação entre os estados da região.

Em seu discurso, Paulo Dantas afirmou que dará continuidade à agenda de integração regional e que sua gestão terá como foco o desenvolvimento sustentável e a geração de resultados concretos para a população.“Temos a responsabilidade de construir uma agenda de desenvolvimento com futuro sustentável para os nove estados. Nosso objetivo é transformar a cooperação política em resultados reais para a vida das pessoas. O Consórcio Nordeste mostrou que o Nordeste sabe agir de forma unida quando os desafios são grandes”, declarou.

Foto: Geirlys Silva

Durante a solenidade, o novo presidente fez questão de ressaltar os avanços obtidos sob a liderança de Rafael Fonteles, destacando o fortalecimento institucional do Consórcio e a consolidação de uma agenda técnica voltada para o crescimento econômico da região. “Faço um agradecimento especial ao governador Rafael Fonteles. Sua gestão aprofundou uma agenda propositiva, técnica, fortaleceu a parceria com bancos públicos e estruturou documentos estratégicos que criaram as bases para a industrialização do Nordeste, somando R$ 113 bilhões em investimentos com a Chamada Nordeste, o maior volume de crédito industrial já articulado pelo Consórcio, quase três vezes acima do valor inicialmente estimado”, afirmou Paulo Dantas.

Foto: Geirlys Silva

À frente da presidência do Consórcio Nordeste, Rafael Fonteles conduziu iniciativas voltadas à atração de investimentos, transição energética e inovação produtiva, além de ampliar o diálogo com instituições financeiras nacionais e internacionais. Sua gestão também se destacou pela articulação de projetos regionais nas áreas de infraestrutura, indústria verde e desenvolvimento tecnológico, reforçando o papel do Consórcio como instrumento de planejamento estratégico conjunto dos estados nordestinos.

Foto: Geirlys Silva

Em seu discurso, Rafael Fonteles destacou a necessidade de corrigir desigualdades históricas no Nordeste, especialmente no acesso ao crédito, apontado por ele como fator central para impulsionar o desenvolvimento econômico da região. “Infelizmente o Nordeste não chegava a 10% do crédito produtivo do país. E é o crédito que alavanca o desenvolvimento, mais do que os investimentos públicos, que também são essenciais. Temos que continuar nessa toada de exigir, sobretudo dos bancos públicos, que a participação das empresas nordestinas no crédito continue crescendo”, pontuou.

O governador também defendeu a ampliação dos recursos para a segurança pública, com a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública, garantindo mais investimentos aos estados. “Recentemente o Congresso Nacional aprovou um projeto de lei, dando R$30 bilhões extra teto para as forças armadas. Se tem recursos para nos proteger da guerra externa, temos que ter recursos para nos proteger da guerra interna que vivemos, sobretudo nas áreas metropolitanas. Portanto, sugeri que fosse protocolado esse projeto de lei para o Fundo de Segurança Pública, que significa mais recursos para os nossos estados, para nossas polícias”, atentou Rafael.

Foto: Geirlys Silva

O chefe do executivo do Piauí ainda reforçou o papel do Consórcio Nordeste na defesa dos interesses regionais e no compartilhamento de boas práticas. “Me comprometo a participar ativamente e ajudando no que for possível, pois é com a participação de todos que as decisões acontecem e são legitimadas, mas tenho confiança total na competência e capacidade de Paulo Dantas para guiar o nosso time à frente desse Consórcio, que é a maior inovação em termos interfederativos da história do Brasil”, concluiu.

Foto: Geirlys Silva

Na Assembleia Geral, os governadores também definiram os próximos passos da entidade na implementação do Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica, estratégia que busca converter o potencial natural da região em desenvolvimento econômico sustentável, com geração de emprego e renda, ao mesmo tempo em que enfrenta as desigualdades históricas e sociais do Nordeste.

Governador Rafael Fonteles defende adoção do hidrogênio verde para transição energética durante palestra em SP

O governador Rafael Fonteles participou, nesta sexta-feira (25), do Fórum Esfera, em Guarulhos, São Paulo, durante o painel “A Economia Verde: agro, mineração e baixo carbono”. Fonteles defendeu o hidrogênio verde como foco para o processo de transição energética e busca pela redução na emissão de gases poluentes. O evento acontece até o sábado (26).

O Piauí já é destaque em energias renováveis e tem na transição energética uma das principais bandeiras do Governo do Estado, junto com a transformação digital e a industrialização agrícola. “O potencial do Piauí é evidente e estamos entusiasmados com isso. Fiz quatro missões internacionais este ano para colocar o Piauí no cenário dos investidores. Temos o maior parque eólico da América Latina e o maior parque solar, em São Gonçalo do Gurgueia. Temos potencial, portanto, de ter energia limpa e barata para produzir o nosso hidrogênio verde” ressaltou Fonteles.

A corrida pelo processo de descarbonização, a redução da emissão de gás carbônico na atmosfera que contribui para o aquecimento global, é um desafio em nível mundial. Neste sentido, o Piauí larga na frente como um celeiro de oportunidades para investimentos com uma matriz energética limpa.

No painel, ao lado de Eduardo Bartolomeo, presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, e Ana Cabral-Gardner, CEO da da Sigma Lithium, o governador Rafael Fonteles mostrou o potencial piauiense para este processo. “Pelo que vi nos países que andei, estou convicto que é o combustível do futuro. Teremos uma migração ainda mais rápida para hidrogênio e bateria. O ponto de alerta que a gente coloca é regulamentação deste mercado o quanto antes”, considera o governador.

O Fórum Esfera, que acontece pela segunda vez, tem como como mote a reindustrialização do País e reúne algumas das principais autoridades brasileiras da atualidade. Além do governador Rafael Fonteles, também participam o presidente o Banco Central, Roberto Campos Neto; o ministro do STF, Dias Toffoli; o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira; o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante; e o presidente do TCU, Bruno Dantas.

O evento inclui na programação temas relevantes para o Brasil. Reforma tributária, economia verde, infraestrutura, novo PAC, cibersegurança na era das mídias sociais e tecnologia, são alguns dos eixos temáticos.

?VIVIANE MOURA DEFENDE LEGADO DE PPPs E REAFIRMA CANDIDATURA A DEPUTADA FEDERAL

superintendente de Parcerias e Concessões do Governo do Piauí, Viviane Moura, afirmou a pré-candidatura a deputada federal pelo Solidariedade em defesa do legado das PPPs. Em entrevista ao O Dia, ela explicou nunca havia pensado em disputar um cargo público, mas passou a entender que é preciso garantir o futuro das parcerias.

“Todos esses projetos, os impactos, os benefícios, geraram uma certa responsabilidade, por isso a minha preocupação com o futuro desse programa. Temos condições de entregar muito mais. Talvez eu tenha sentido pela primeira a necessidade de pensar um pouco mais em outras áreas’, disse.

Foto: Assis Fernandes / O Dia

Além de ser considerada uma técnica dentro do governo, Viviane Moura disse que sempre atuou como política nos sete anos que está à frente da Suparc. Para ela, o Centro de Convenções será a maior entrega das Parcerias Públicas Privadas. “Como técnica a gente nunca deixa de ser política porque está dentro do governo, fazendo e execução projetos de governo a gente termina atuando como um ser político. No final do dia, todos somos”, disse.

A superintendente refutou as críticas que as PPPs recebem ao explicar que as empresas melhoram os serviços púbicos que o governo não possui expertise, contudo, as estruturas permanecem do estado. “O grande diferencial do contrato de PPP é porque na PPP a gente dá oportunidade para o privado investir recurso financeiro em setores que têm um perfil de negócio privado em que o privado tem muito mais condições para fazer do que o próprio governo, mas o equipamento continua sendo público”, finalizou. 

FONTE: PORTAL DO DIA.COM