Governo do Estado investe na educação para combater a violência contra a mulher

Seduc e Sempi realizam programas dentro das escolas da rede estadual para voltados para a prevenção da violência contra a mulher.

O Governo do Piauí, por intermédio das Secretarias da Educação (Seduc) e das Mulheres (Sempi), vem investindo na educação como forma de prevenção da violência contra a mulher. Com programas como “Ei Mermã, Vamos às Escolas!” e “Maria da Penha nas Escolas”, estudantes, gestores, educadores e equipes técnicas da rede pública estadual, da capital e do interior, adquirem informações voltadas para a desconstrução de estereótipos, promoção da igualdade e respeito mútuo, bem como combate aos casos de violência, seja física, psicológica ou patrimonial.

Os programas são pautados na lei federal nº 14.164, de 2021, que determina a inclusão de conteúdos sobre a prevenção da violência contra a mulher nos currículos da educação básica, e institui, no mês de março, a Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher.

Assim os programas estaduais visam trabalhar a desconstrução de estereótipos de gênero, que perpetuam a desigualdade e a violência; ensinar sobre respeito, empatia e igualdade; empoderar as jovens para que elas tenham ferramentas e conhecimentos para reconhecer e denunciar situações de violência, além de informar sobre os diferentes tipos de violência e os direitos das mulheres para reconhecer e combater os casos de violência. A Sempi também tem trabalhando junto aos municípios para ampliar o Maria da Penha nas Escolas, não apenas no mês de março, como prevê a legislação, mas de forma permanente.

Dentro das ações desenvolvidas nas escolas está o programa “Ei Mermã, Vamos às Escolas!”, lançado em 2023, ele promove uma capacitação multidisciplinar de gestores, educadores, supervisores e demais profissionais para o enfrentamento à violência contra mulheres, na promoção das igualdades no ambiente escolar e no fortalecimento da cultura de paz nas escolas, ampliando a rede de prevenção à violência.

Seguindo a mesma proposta, o “Lei Maria da Penha nas Escolas” vem, desde 2015, prevenindo a violência de gênero através de palestras, formações e atividades pedagógicas transversais, capacitando educadores e alunos para se tornarem multiplicadores de uma cultura de respeito. O objetivo é orientar as equipes multiprofissionais para que elas repassem as informações aos professores e às comunidades escolares. Para 2026, a previsão é que as formações comecem a partir do dia 11 de março.

Foto: Ascom Sempi

O sucesso das ações levou o programa “Lei Maria da Penha nas Escolas” a ganhar, em 2017, o 5° Prêmio de Educação em Direitos Humanos, na categoria B: organizações da sociedade civil e de educação não formal, uma iniciativa da Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura, em conjunto com o Ministério da Educação e o Ministério dos Direitos Humanos.

“A Seduc Piauí desenvolve uma política educacional que abrange várias áreas e uma delas é o trabalho de prevenção à violência contra a mulher. Podemos citar, como exemplo de ações preventivas, as palestras com a Patrulha Maria da Penha que são realizadas nas escolas. Além das oficinas, com temáticas preventivas realizadas pelos técnicos das equipes multiprofissionais, e da distribuição de material orientativo para às escolas”, explica a superintendente de Ensino da Seduc, Viviane Faria.

Foto: Ascom Seduc

Outro programa desenvolvido na rede estadual de educação é Semana Escola de Combate a Violência Contra a Mulher, lançado em 2025. “Já no primeiro ano, a Semana foi instituída em todas as escolas da rede e, em 2026, já está em articulação ações para sua realização, na última semana de março, em que haverá um momento com representações das várias instancias protetivas e será transmitida para todas as escolas da rede”, destaca Viviane.

Para este ano, os programas vão investir ainda mais na disseminação de informações sobre a Lei Maria da Penha, os canais de denúncia e a rede de atendimento às mulheres em situação de violência, fortalecendo a atuação das escolas como espaços de transformação social.

Foto: Ascom Seduc

Professores e servidores da Educação começam a receber rateio do Fundef hoje

A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) inicia hoje (25) o pagamento da segunda parcela do rateio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), assim como o pagamento de uma bonificação quadrimestral do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Consulte aqui o pagamento

O pagamento segue o calendário da Administração Pública estadual, que se inicia nesta terça-feira (25) e depois acontece no dia 31 de julho. Estão previstos os pagamentos referentes a 47.353 matrículas, incluindo servidores ativos, inativos, ex-servidores já desligados ou herdeiros. Os professores da rede estadual, que estiveram na ativa entre 1997 e 2006, têm a receber mais de R$ 83 milhões para rateio, como parte da segunda parcela dos precatórios do Fundef.

“Estamos pagando a segunda parcela do Fundef, no valor de R$ 83 milhões. Nós estamos pagando o rateio para a faixa 1 para os servidores que recebem até dois mil reais, e também a bonificação do Fundeb no valor de R$ 17 milhões. A próxima etapa de pagamento será no dia 31, junto com a folha de pagamento regular”, explicou o secretário Washington Bandeira.

Ao todo, serão pagas três parcelas dos precatórios do Fundef ao Piauí. A primeira foi no valor de R$ 107.650.000 milhões, neste mês será paga a segunda parcela, e a terceira está prevista apenas para 2024.

Quem tem direito

  • Professores “seletistas”, bolsistas, temporários, aposentados, pensionistas e herdeiros.

Período trabalhado

  • Que estavam na rede de janeiro de 1997 a dezembro de 2006.

Como será pago

  • Os profissionais ativos (que atuam na rede) vão receber direto na conta salário, já os que já estão fora da rede precisam atualizar os dados cadastrais, através de um link disponibilizado no site da Seduc.

Os precatórios

Os precatórios do Fundef são resultados de ações judiciais movidas pelo Estado, que motivaram o governo federal a corrigir os cálculos e complementar a participação nos repasses feitos pelo fundo ao Piauí. Com isso, os professores que estavam em atividade na rede estadual entre 1997 e 2006 passam a ter direito a 60% dos valores recebidos pelo Estado. 

Bonificação

O Governo do Piauí também realiza o pagamento da bonificação quadrimestral com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), em valores proporcionais às classes do magistério, orçados em R$ 17.022.200.

Segundo o anúncio, professores efetivos com carga horária de 40h e que possuam doutorado receberão R$ 2.000; R$ 1.600 para professor com mestrado; R$ 1.200 para professor com especialização; e R$ 800 para profissionais com licenciatura.

Os servidores administrativos e professores temporários também receberão bonificação quadrimestral em valores que variam de R$ 400 a R$ 800, já os professores com carga horária de 20 horas receberão valores proporcionais.

(Com informações da Seduc)

Fonte: Cidade Verde