Mostra Mulheres que Inspiram celebra a trajetória de artesãs piauienses

A iniciativa expôs peças que representam a força feminina na cultura do Piauí.

A Secretaria de Estado de Cultura (Secult), por meio da Superintendência de Desenvolvimento do Artesanato Piauiense (Sudarpi), promoveu nos dias 9 e 10 de março a Mostra Mulheres que Inspiram. O evento celebrou o Dia da Mulher, homenageando as artesãs piauienses, suas trajetórias e o legado no artesanato local.

Realizada na Casa do Artesão Design Mestre Albertino, na Central de Artesanato Mestre Dezinho, no centro de Teresina, a iniciativa expôs peças que representam a força feminina na cultura do Piauí.

Filha da artesã Maria Moreira que foi homenageada (Foto: Ascom Secult)

De acordo com Denise Almeida, diretora da Sudarpi, a mostra conta a história de dez mulheres artesãs batalhadoras que edificaram sua vida em torno da arte do artesanato. “Ao invés de focarmos nas peças, focamos na trajetória dessas mulheres, que tiveram suas vidas transformadas através da arte e do artesanato, foi isso que nos inspirou. A exposição tem o intuito de incentivar outras mulheres a também expor seus produtos, expor sua arte”, destaca.

Durante a exposição, a Casa do Artesão recebeu a visita das alunas do curso de vestuário e modelagem. A professora Paula Fialho conta a importância da mostra para as novas alunas. “Nós temos um projeto na escola, onde pretendemos fazer uma coleção, unindo moda e artesanato, essa visita a exposição nos trouxe muita inspiração, e também a valorização dessas mulheres que fomentam a cultura, o feito à mão, o bordado, o crochê, é de suma importância que os jovens valorizem essa cultura “, disse.

Visita de alunas de moda na mostra (Foto: Ascom Secult)

A artesã Drika Maria transformou sua arte em espelho de representatividade para meninas negras e se emocionou com a exposição em sua homenagem. “Há dez anos, faço bonecas negras porque não via essa representatividade no mercado. Na primeira feira da UFPI que participei, coloquei bonecas de cabelo cacheado e pele preta, e uma criança disse que se parecia com ela. Como educadora e artesã, pensei: ‘Não vou parar esse trabalho aqui, vou continuar’”, ressaltou.

Artesã Drika Maria, que foi homenageada na mostra (Foto: Ascom Secult)

A iniciativa promoveu um momento de troca e de reconhecimento, os visitantes puderam conhecer as histórias inspiradoras das homenageadas. “Acreditamos que iniciativas como essa possam aproximar a população piauiense do artesanato feminino e mostrar o poder transformador que esse arte tem na vida das pessoas de toda a população feminina piauiense”, conclui a diretora.

Ministra das Mulheres anuncia investimentos na proteção às mulheres do Piauí nesta segunda (26), em Teresina

A ministra Márcia Lopes participará de solenidade no Palácio de Karnak, a partir das 11h30.

A capital piauiense recebe, nesta segunda-feira (26), a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, para uma série de compromissos institucionais voltados ao fortalecimento da política de enfrentamento à violência contra as mulheres e à promoção da autonomia feminina.

A programação tem início às 11h30, com a solenidade “Ei, Mermã, Não Se Cale”, que será realizada no Palácio de Karnak. Na ocasião, a ministra, ao lado do governador Rafael Fonteles e da secretária das Mulheres, Zenaide Lustosa, assina a Ordem de Serviço para a construção da Casa da Mulher Brasileira de Parnaíba e o contrato de repasse para a construção e equipagem do Centro de Referência da Mulher Brasileira de Piripiri.

Durante a solenidade, também será assinado o convênio do Projeto Sementes de Luta, que beneficiará mil mulheres negras e indígenas em todo o estado, com investimento de R$ 440 mil, oriundos de emenda parlamentar do deputado federal Dr. Francisco. O projeto vai atuar nos municípios de Queimada Nova, Piripiri, São Raimundo Nonato, Piracuruca, Pedro II, Cocal, Esperantina, Oeiras, Floriano, Parnaíba, Teresina e Campo Maior.

A ministra também assina o Projeto Resistência Negra: Fios da Ancestralidade, iniciativa que beneficiará 300 mulheres de comunidades quilombolas em seis municípios do estado, além de outras de comunidades de terreiro das zonas Norte, Sul, Sudeste e Leste de Teresina. Com investimento de R$ 300 mil, através de emenda parlamentar do deputado federal Merlong Solano, o projeto visa fortalecer a valorização da diversidade cultural e a autonomia econômica das mulheres piauienses, por meio de capacitações voltadas a cabeleireiras afro, trancistas e a práticas culturais relacionadas ao uso de turbantes, reconhecendo esses saberes como expressões de identidade, ancestralidade e geração de renda.

Outro destaque do evento será a entrega do Selo “Aqui Tem Mulher Segura”, concedido a bares, restaurantes e outros estabelecimentos que aderiram ao Protocolo Estadual “Ei, Mermã, Não se Cale!”, iniciativa que orienta a prevenção da importunação sexual, o acolhimento adequado e o incentivo à denúncia.

À tarde, às 16h, a ministra visita o serviço Florescer Sudeste, acompanhada do prefeito Silvio Mendes e da secretária municipal de Políticas para as Mulheres, Rosa Neide Lopes. O serviço atende integralmente às mulheres em situação de vulnerabilidade social, residentes na capital, e suas crianças, na faixa de um a dois anos e onze meses.

Encerrando a agenda em Teresina, às 18h, a ministra visita a Casa da Mulher Brasileira, onde participa do encerramento da 1ª turma do Curso Profissionalizante de Maquiagem, que formou 320 mulheres pelo Programa Mulheres Mil, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc).

São Raimundo Nonato
Na terça-feira (27), a ministra Márcia Lopes inaugura, às 9h, o Centro de Referência da Mulher Brasileira, em São Raimundo Nonato. O local irá fortalecer a rede de proteção e atendimento às mulheres em situação de violência no Território da Serra da Capivara.

O novo centro atenderá mulheres dos 18 municípios que integram o território, oferecendo acolhimento, atendimento psicológico e social, além de orientação e encaminhamento jurídico.

O equipamento teve investimento total de R$ 1.269.773,76, sendo R$ 830.000,00 provenientes do Ministério das Mulheres e R$ 439.773,76 de contrapartida do Governo do Piauí.

Com ampla rede de parceiros, Secretaria das Mulheres reúne milhares de pessoas em Corrida contra o Feminicídio

O evento busca mobilizar a sociedade em prol da erradicação da violência contra as mulheres.

Teresina se mobilizou, neste domingo (26), para a 3ª Corrida contra o Feminicídio, evento que busca mobilizar a sociedade em prol da erradicação da violência contra as mulheres. O evento foi realizado em alusão ao Dia Estadual de Combate ao Feminicídio e visa sensibilizar a população sobre a gravidade desse tipo de violência, promovendo novos comportamentos que contribuam para o seu enfrentamento no Piauí.

Para a secretária das Mulheres, Zenaide Lustosa, o momento simbolizou união e resistência contra o feminicídio. Ela ressaltou que o ato é uma demonstração de que se pode ter um Piauí sem misoginia, sem o ódio às mulheres.

“A participação de todos é essencial para erradicarmos a violência contra as mulheres. A corrida é realizada para que que esse tipo de violência nunca mais aconteça. É importante que a sociedade se sensibilize e compreenda a realidade que enfrentamos para que possamos avançar na erradicação do feminicídio”, pontuou a gestora.

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A corrida, que teve início às 6h, teve largada no Parque Nova Potycabana, e reuniu participantes de diferentes faixas etárias e de diversos municípios. O percurso de 2,5 km seguiu pela Av. Raul Lopes, em direção à ponte Wall Ferraz, e teve chegada de volta ao parque. 

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A diretora de Enfrentamento à Violência da Secretaria das Mulheres (Sempi), Ana Cleide Nascimento, destacou que a corrida fortalece o empoderamento feminino, ressaltando também a significativa adesão de pessoas de diversos municípios. “A edição deste ano da corrida foi um sucesso, representando que o Piauí não tolera a violência contra a mulher. Isso é essencial”, explicou a gestora.

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Participação de diferentes instituições parceiras

O coordenador de Comunicação do Estado, Mussoline Guedes, destacou a importância da participação dos homens na causa. “Estamos aqui em prol da mesma luta, e a presença masculina é essencial para ampliar o conhecimento e fortalecer a causa”, explicou o gestor.

A superintendente de Assistência Social e Povos Originários da Sasc, Assunção Aguiar, enfatizou a importância da corrida na conscientização sobre o combate à violência contra a mulher. “É essencial estarmos unidos para criar uma sociedade mais segura e proteger todas as mulheres, sejam elas da periferia ou de outros contextos. Essa integração é fundamental para fortalecer nossa luta”, afirmou a gestora.

Além dos corredores, o evento também contou com a participação de ciclistas. Maria de Jesus Lima e Silva, que participou ao lado do marido, ambos ciclistas, enfatizou que, independentemente do meio utilizado, o essencial é defender a causa das mulheres e lutar por seus direitos.

Patrulha Maria da Penha

A Patrulha Maria da Penha esteve presente na Corrida contra o Feminicídio. A soldado Caroline de Sousa Lopes destacou que o evento aumenta a conscientização sobre a misoginia e o feminicídio, que são consequências graves da discriminação contra as mulheres na sociedade. 

Sobre a logística de atuação durante a corrida, ela explicou: “Hoje realizamos o patrulhamento ostensivo e mantivemos pontos base. Estamos atentos a qualquer problema que possa surgir”, reforçou  a militar, que ressaltou ainda a importância das mulheres que sofrem violência buscarem a rede de atendimento disponível.

A policial militar Gisele Mendes foi uma das mais de 10 mulheres policiais do Maranhão presentes ao evento. Atuando na Patrulha Maria da Penha, ela destacou a importância da união e do apoio mútuo em eventos como a Corrida contra o Feminicídio, que visam o enfrentamento das violências sofridas pelas mulheres.

Autonomia econômica das mulheres

Um dos eixos essenciais da Sempi é o incentivo ao desenvolvimento da autonomia econômica das mulheres, permitindo que rompam o ciclo de violência e se empoderem.

Luciene Alves foi uma das várias empreendedoras presentes, mulheres que buscam a autonomia econômica. Ela participa das Feiras da Agricultura Familiar organizadas pela Secretaria da Segurança (SSP). “Hoje eu trouxe pimentas, molhos, ovos, macaxeiras, entre outros produtos”, destacou a produtora. 

“Aproveitamos momentos como este, em que reunimos pessoas de diferentes vidas, histórias e demandas, para promover uma causa comum,” explica a coordenadora de Proteção às Mulheres da Secretaria de Segurança Pública (SSP), Tatiane Seixas. 

“Com o símbolo da Corrida, conseguimos unir essas pessoas coletivamente contra o feminicídio, contra as mortes de mulheres que ocorrem simplesmente por serem mulheres”, acrescenta a gestora. 

Parceiros

Além da corrida e das feiras, o evento contou com a participação de diversos colaboradores que se dedicaram a proporcionar um ambiente de apoio e conscientização. Serviços essenciais, como o espaço “Ei, mermã, você não está sozinha”, foram disponibilizados para oferecer suporte e informações sobre prevenção à violência doméstica.

A Corrida contra o Feminicídio aconteceu com uma rede de parceiros, incluindo diversas secretarias estaduais, empresas e instituições de ensino. Essas parcerias demonstram que a luta contra o feminicídio é uma responsabilidade coletiva, que deve ser abraçada por todos os setores da sociedade. 

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Canais de denúncias 

Casos de violência podem ser denunciados por meio do “Ei, mermã, não se cale!”, que atende pelo WhatsApp 0800-000-1673, ou na Casa da Mulher Brasileira, localizada na Avenida Roraima, 2563, bairro Aeroporto, em Teresina. Ambos funcionam 24h.

Corrida contra o Feminicídio

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