Ministra das Mulheres anuncia investimentos na proteção às mulheres do Piauí nesta segunda (26), em Teresina

A ministra Márcia Lopes participará de solenidade no Palácio de Karnak, a partir das 11h30.

A capital piauiense recebe, nesta segunda-feira (26), a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, para uma série de compromissos institucionais voltados ao fortalecimento da política de enfrentamento à violência contra as mulheres e à promoção da autonomia feminina.

A programação tem início às 11h30, com a solenidade “Ei, Mermã, Não Se Cale”, que será realizada no Palácio de Karnak. Na ocasião, a ministra, ao lado do governador Rafael Fonteles e da secretária das Mulheres, Zenaide Lustosa, assina a Ordem de Serviço para a construção da Casa da Mulher Brasileira de Parnaíba e o contrato de repasse para a construção e equipagem do Centro de Referência da Mulher Brasileira de Piripiri.

Durante a solenidade, também será assinado o convênio do Projeto Sementes de Luta, que beneficiará mil mulheres negras e indígenas em todo o estado, com investimento de R$ 440 mil, oriundos de emenda parlamentar do deputado federal Dr. Francisco. O projeto vai atuar nos municípios de Queimada Nova, Piripiri, São Raimundo Nonato, Piracuruca, Pedro II, Cocal, Esperantina, Oeiras, Floriano, Parnaíba, Teresina e Campo Maior.

A ministra também assina o Projeto Resistência Negra: Fios da Ancestralidade, iniciativa que beneficiará 300 mulheres de comunidades quilombolas em seis municípios do estado, além de outras de comunidades de terreiro das zonas Norte, Sul, Sudeste e Leste de Teresina. Com investimento de R$ 300 mil, através de emenda parlamentar do deputado federal Merlong Solano, o projeto visa fortalecer a valorização da diversidade cultural e a autonomia econômica das mulheres piauienses, por meio de capacitações voltadas a cabeleireiras afro, trancistas e a práticas culturais relacionadas ao uso de turbantes, reconhecendo esses saberes como expressões de identidade, ancestralidade e geração de renda.

Outro destaque do evento será a entrega do Selo “Aqui Tem Mulher Segura”, concedido a bares, restaurantes e outros estabelecimentos que aderiram ao Protocolo Estadual “Ei, Mermã, Não se Cale!”, iniciativa que orienta a prevenção da importunação sexual, o acolhimento adequado e o incentivo à denúncia.

À tarde, às 16h, a ministra visita o serviço Florescer Sudeste, acompanhada do prefeito Silvio Mendes e da secretária municipal de Políticas para as Mulheres, Rosa Neide Lopes. O serviço atende integralmente às mulheres em situação de vulnerabilidade social, residentes na capital, e suas crianças, na faixa de um a dois anos e onze meses.

Encerrando a agenda em Teresina, às 18h, a ministra visita a Casa da Mulher Brasileira, onde participa do encerramento da 1ª turma do Curso Profissionalizante de Maquiagem, que formou 320 mulheres pelo Programa Mulheres Mil, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc).

São Raimundo Nonato
Na terça-feira (27), a ministra Márcia Lopes inaugura, às 9h, o Centro de Referência da Mulher Brasileira, em São Raimundo Nonato. O local irá fortalecer a rede de proteção e atendimento às mulheres em situação de violência no Território da Serra da Capivara.

O novo centro atenderá mulheres dos 18 municípios que integram o território, oferecendo acolhimento, atendimento psicológico e social, além de orientação e encaminhamento jurídico.

O equipamento teve investimento total de R$ 1.269.773,76, sendo R$ 830.000,00 provenientes do Ministério das Mulheres e R$ 439.773,76 de contrapartida do Governo do Piauí.

Com ampla rede de parceiros, Secretaria das Mulheres reúne milhares de pessoas em Corrida contra o Feminicídio

O evento busca mobilizar a sociedade em prol da erradicação da violência contra as mulheres.

Teresina se mobilizou, neste domingo (26), para a 3ª Corrida contra o Feminicídio, evento que busca mobilizar a sociedade em prol da erradicação da violência contra as mulheres. O evento foi realizado em alusão ao Dia Estadual de Combate ao Feminicídio e visa sensibilizar a população sobre a gravidade desse tipo de violência, promovendo novos comportamentos que contribuam para o seu enfrentamento no Piauí.

Para a secretária das Mulheres, Zenaide Lustosa, o momento simbolizou união e resistência contra o feminicídio. Ela ressaltou que o ato é uma demonstração de que se pode ter um Piauí sem misoginia, sem o ódio às mulheres.

“A participação de todos é essencial para erradicarmos a violência contra as mulheres. A corrida é realizada para que que esse tipo de violência nunca mais aconteça. É importante que a sociedade se sensibilize e compreenda a realidade que enfrentamos para que possamos avançar na erradicação do feminicídio”, pontuou a gestora.

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A corrida, que teve início às 6h, teve largada no Parque Nova Potycabana, e reuniu participantes de diferentes faixas etárias e de diversos municípios. O percurso de 2,5 km seguiu pela Av. Raul Lopes, em direção à ponte Wall Ferraz, e teve chegada de volta ao parque. 

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A diretora de Enfrentamento à Violência da Secretaria das Mulheres (Sempi), Ana Cleide Nascimento, destacou que a corrida fortalece o empoderamento feminino, ressaltando também a significativa adesão de pessoas de diversos municípios. “A edição deste ano da corrida foi um sucesso, representando que o Piauí não tolera a violência contra a mulher. Isso é essencial”, explicou a gestora.

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Participação de diferentes instituições parceiras

O coordenador de Comunicação do Estado, Mussoline Guedes, destacou a importância da participação dos homens na causa. “Estamos aqui em prol da mesma luta, e a presença masculina é essencial para ampliar o conhecimento e fortalecer a causa”, explicou o gestor.

A superintendente de Assistência Social e Povos Originários da Sasc, Assunção Aguiar, enfatizou a importância da corrida na conscientização sobre o combate à violência contra a mulher. “É essencial estarmos unidos para criar uma sociedade mais segura e proteger todas as mulheres, sejam elas da periferia ou de outros contextos. Essa integração é fundamental para fortalecer nossa luta”, afirmou a gestora.

Além dos corredores, o evento também contou com a participação de ciclistas. Maria de Jesus Lima e Silva, que participou ao lado do marido, ambos ciclistas, enfatizou que, independentemente do meio utilizado, o essencial é defender a causa das mulheres e lutar por seus direitos.

Patrulha Maria da Penha

A Patrulha Maria da Penha esteve presente na Corrida contra o Feminicídio. A soldado Caroline de Sousa Lopes destacou que o evento aumenta a conscientização sobre a misoginia e o feminicídio, que são consequências graves da discriminação contra as mulheres na sociedade. 

Sobre a logística de atuação durante a corrida, ela explicou: “Hoje realizamos o patrulhamento ostensivo e mantivemos pontos base. Estamos atentos a qualquer problema que possa surgir”, reforçou  a militar, que ressaltou ainda a importância das mulheres que sofrem violência buscarem a rede de atendimento disponível.

A policial militar Gisele Mendes foi uma das mais de 10 mulheres policiais do Maranhão presentes ao evento. Atuando na Patrulha Maria da Penha, ela destacou a importância da união e do apoio mútuo em eventos como a Corrida contra o Feminicídio, que visam o enfrentamento das violências sofridas pelas mulheres.

Autonomia econômica das mulheres

Um dos eixos essenciais da Sempi é o incentivo ao desenvolvimento da autonomia econômica das mulheres, permitindo que rompam o ciclo de violência e se empoderem.

Luciene Alves foi uma das várias empreendedoras presentes, mulheres que buscam a autonomia econômica. Ela participa das Feiras da Agricultura Familiar organizadas pela Secretaria da Segurança (SSP). “Hoje eu trouxe pimentas, molhos, ovos, macaxeiras, entre outros produtos”, destacou a produtora. 

“Aproveitamos momentos como este, em que reunimos pessoas de diferentes vidas, histórias e demandas, para promover uma causa comum,” explica a coordenadora de Proteção às Mulheres da Secretaria de Segurança Pública (SSP), Tatiane Seixas. 

“Com o símbolo da Corrida, conseguimos unir essas pessoas coletivamente contra o feminicídio, contra as mortes de mulheres que ocorrem simplesmente por serem mulheres”, acrescenta a gestora. 

Parceiros

Além da corrida e das feiras, o evento contou com a participação de diversos colaboradores que se dedicaram a proporcionar um ambiente de apoio e conscientização. Serviços essenciais, como o espaço “Ei, mermã, você não está sozinha”, foram disponibilizados para oferecer suporte e informações sobre prevenção à violência doméstica.

A Corrida contra o Feminicídio aconteceu com uma rede de parceiros, incluindo diversas secretarias estaduais, empresas e instituições de ensino. Essas parcerias demonstram que a luta contra o feminicídio é uma responsabilidade coletiva, que deve ser abraçada por todos os setores da sociedade. 

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Canais de denúncias 

Casos de violência podem ser denunciados por meio do “Ei, mermã, não se cale!”, que atende pelo WhatsApp 0800-000-1673, ou na Casa da Mulher Brasileira, localizada na Avenida Roraima, 2563, bairro Aeroporto, em Teresina. Ambos funcionam 24h.

Corrida contra o Feminicídio

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