A equipe do Altos sofreu uma derrota elástica na noite desta quarta-feira (6) diante o Parnahyba, no estádio Pedro Alelaf. O placar de 3 a 0, foi construído por Isac, Paulinho e Vinicius Leandro (contra) e colocou o time Azulino com um pé na grande final do Piauiense. O jogo de volta acontece na próxima quarta-feira (13) e o Tubarão pode perder por até dois gols de diferença. O Altos para virar a situação precisa de três gols a frente no segundo jogo.
O jogo
O Jacaré foi dominado pelo Tubarão do litoral nos primeiros 90 minutos da decisão pela Semifinal do Campeonato Piauiense. Jogando fora de casa, o Altos logo na primeira etapa se mostrou apático e chegou poucas vezes ao gol de Cris, e quando chegou esbarrou em uma noite inspirada do Camisa 1 Azulino.
Aos 42 minutos, o Parnahyba encontrou seu primeiro gol com o artilheiro Isaac, de cabeça, após cobrança de falta e bola alçada na área. Seis minutos depois, já nos acréscimos o segundo do Parnahyba, com Paulinho, em jogada que surge com o centroavante Isaac, ele serve o companheiro e bate rasteiro. Parnahyba 2 a 0 Altos na primeira etapa.
Início de segundo tempo e o técnico do Altos faz uma mudança. Coloca Danilo Bala no jogo para saída de Lucas Souza e assim volta a formação normal, com três atacantes. Muito desfalcado o técnico tinha optado por uma formação com três zagueiros para o começo do jogo. Porém toda e qualquer ideia de reação vai por água abaixo aos 45 segundos do segundo tempo, pois o Tubarão chega ao terceiro gol após recuo errado de Vinicius Leandro, marcando contra.
Com isso, o jogo fica fácil para os donos da casa com o placar construído eles tentam forçar faltas, caem bastante e atrasam o decorrer do jogo.
O Altos se lança ao ataque e Danilo Bala junto com Elielton comanda as ações, porém esbarram nas defesas de Cris ou mesmo nos erros de finalização.
Os dois baixinhos do Jacaré tentam de toda forma, mas não conseguem marcar. O Parnahyba também tem seus méritos conseguindo se segurar bem defensivamente e assim mantém o placar.
O jogo de volta entre Altos e o Tubarão será na próxima quarta-feira (13), às 16h, no Lindolfo Monteiro. Antes disso, no domingo (10) o Jacaré tem estreia pela Série C do Brasileiro e recebe o Botafogo-SP, às 16h, também no Lindolfo.
Para chegar a final do Estadual o Altos precisa vencer o jogo por três gols de diferença. O Parnahyba tem a vantagem de jogar e perder por até dois gols.
A proposta tem como objetivo desenvolver um instrumento com capacidade de inclusão de pessoas em situação de vulnerabilidade
A governadora Regina Sousa reuniu-se, nesta quarta-feira (06), no Palácio de Karnak, com representantes da Secretaria Estadual do Planejamento (Seplan), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e da Piauí Fomento. Em pauta, o fortalecimento de políticas territoriais com inclusão de populações vulneráveis.
A proposta está sendo formulada pelas três instituições e tem como objetivo principal desenvolver um instrumento com capacidade de inclusão de pessoas em situação de vulnerabilidade. “Já existe um plano de política territorial no Piauí, mas a proposta a transforma em uma política mais consistente para envolver os pequenos e médios, com um projeto que possamos sentir o resultado em cada território de desenvolvimento. Já queremos deixar assinada essa parceria para que a questão das políticas territoriais sejam trabalhadas com mais força, como um elemento de desenvolvimento do Estado”, disse Regina Sousa.
Segundo o consultor do Pnud, Arilson Favareto, o projeto apresenta, no mínimo, duas importantes inovações nas políticas territoriais do Estado. “Esse trabalho está posicionado na continuidade de vários diálogos que vêm acontecendo e envolvendo o Pnud e a política territorial do Piauí, que é uma das mais consistentes do Brasil, hoje, e serve de inspiração para outros estados. Uma das inovações é a tentativa de integrar uma visão territorial dos instrumentos de planejamento em geral do Estado e a segunda é o fato de que essa política territorial busca coordenar ações de várias áreas do governo”, pontuou.
Ainda de acordo com Favareto, a ideia é dar um passo além, reforçando de forma significativa a geração da dimensão de renda e promoção de atividades econômicas que tenham, principalmente, a capacidade de incluir as populações mais vulneráveis dos campos e cidades. “Para isso estamos trabalhando na formatação de duas ideias. A primeira é construir um instrumento que permita financiar esse tipo de atividades econômicas que ampliem a renda e emprego dos mais vulneráveis e valorizem as empresas que incluam essas pessoas nos seus modelos de negócios. A segunda ideia é a possibilidade de envolver um conjunto de instituições que trabalham com produção de conhecimento, com assistência técnica e assessoria para aproximá-las das demandas dos territórios e populações mais vulneráveis”, explicou o consultor do Pnud.
A proposta é baseada na criação de mecanismos para que o Estado possa apoiar e financiar projetos inovadores nos territórios que promovam a inclusão produtiva e que permitam uma dinâmica econômica em cada um desses territórios, fortalecendo a geração de renda e de novos negócios. “Além disso temos um processo de reestruturação dos Conselhos de Desenvolvimento Territorial, que é a criação de um novo modelo de governança para os territórios que permitam a participação de todos os setores dinâmicos da sociedade e, nesse caso, teríamos a participação mais efetiva das empresas privadas, representantes dos comércios locais, além dos tradicionais representantes da agricultura familiar, das instituições de apoio, de pesquisa dos territórios, bem como as instituições de assistência técnica e de transferência de tecnologia”, afirmou a secretária do Planejamento, Rejane Tavares.
Com um crescimento de 351% no número de casos em 2022, o Piauí vive uma epidemia de dengue. De acordo com os dados do boletim epidemiológico da 12ª Semana Epidemiológica – 2022, de janeiro a março deste ano foram registrados 761 casos, em 96 cidades piauienses. No mesmo período do ano passado foram confirmados 262 casos da doença em todo o estado.
Segundo a Secretaria de Saúde do Estado (Sesapi), 24 municípios do Piauí estão em situação de risco alto para a dengue e 83 cidades se encontram em estado de alerta para a doença. Lideram os índices de infestação: Guadalupe, Jerumenha, Alvorada do Gurgueia, Fartura do Piauí e Marcos Parente.
“A Sesapi vem desenvolvendo ações de prevenção e combate à dengue desde o ano passado, quando iniciaram as capacitações com os municípios e agora intensificamos nosso trabalho junto às cidades para que possamos fazer um enfrentamento mais efetivo contra o mosquito, que vem adoecendo nossa população, disse o secretário de Estado da Saúde, Neris Júnior.
Entre as ações para combater o Aedes Aegypti está à utilização do carro fumacê e a disponibilização do produto que mata a larva do mosquito para os municípios, através das regionais de saúde.
“Todos os nossos veículos utilizados como carro fumacê estão funcionando e à disposição das cidades, que fazem a solicitação e atendem os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. As regionais também contam com o produto químico que ajuda a disseminar a larva, mas para a disponibilização precisamos está com os dados de cada município atualizados no sistema”, explica o superintendente de Atenção à Saúde e Municípios Herlon Guimarães.
O secretário Neris Júnior também lembra à população da necessidade de manter os cuidados em casa, para evitar a proliferação do Aedes Aegypti.
“É importante que todas as pessoas façam a sua parte também e mantenham os cuidados de limpeza contra a dengue, pois só assim é possível reduzir as chances de transmissão da doença. A prevenção da dengue pode ser feita com práticas simples que evitam, principalmente, a reprodução do mosquito transmissor, através da eliminação de objetos que acumulem água parada como pneus, garrafas e plantas”, enfatiza o gestor.
O ex-secretário estadual de Fazenda, Rafael Fonteles, foi oficializado neste sábado (2) como pré-candidato ao governo do estado em evento no Atlantic City. Em seu primeiro discurso como candidato, Rafael Fonteles criticou o governo Bolsonaro e afirmou que vai enfrentar uma “campanha do ódio”.
Na chapa com sete partidos, o PT e aliados oficializam também Themístocles Filho como vice de Rafael e Wellington Dias na chapa ao Senado Federal.
Rafael Fonteles iniciou o discurso ao lado do filho e do pai Nazareno Fonteles e da governadora Regina Sousa (PT). Para ele, o governo Bolsonaro é “desastre econômico”.
“A gente quer mais, mais direitos, oportunidades. Mas, o cenário nesse momento, que vemos no Brasil é de desastre econômico, desemprego, inflação em 11%. Enquanto o PIB está crescendo a renda dos trabalhadores está diminuindo. Então, temos um verdadeiro desastre econômico no governo federal. O povo sentiu na pele o desastre econômico que o atual presidente representa”, afirmou.
Para Rafael Fonteles, os partidos de esquerda vão enfrentar uma crise econômica e uma campanha de ódio feita por apoiadores do presidente.
Para ele, as investidas vindas do grupo de Bolsonaro podem ser consideradas como fascistas. Ele pediu firmeza ao grupo para combatê-las e recomendou ao grupo que não revidem na “mesma moeda”.
“Ainda temos nesse país um estado permanente de ódio, deboche, ódio aos pobres, negros e mulheres. Então, temos esses dois desastres para enfrentar. Isso é o que chamo de fascismo e temos que ter firmeza para enfrentar. Se manter firme contra esse desastre. Firmeza para dizer para essa turma do Bolsonaro: não passarão. Como diz o governador temos que ser firmes e leves, temos que responder, mas não na mesma moeda. Responderemos com trabalho”, pontuou.
O petista elogiou a condução do ex-governador durante a pandemia, mesmo segundo ele, tendo perseguição do governo federal.
“Não tínhamos um presidente aliado, pelo contrário, tivemos um presidente que junto de seu ministro persegue os estados, persegue a população. Estivemos em uma crise política permanente e mesmo assim o senhor governador manteve as contas do estado em dia e equilibradas”, disse.
Piauí tem novos desafios
Ao falar da pré-candidata, Rafael Fonteles destacou aprendizados que teve e destacou alguns nomes: Wellington Dias, Regina Sousa, Nazareno Fonteles o professor Marcílio, que teve no colégio Dom Barreto.
“Esse sonho de melhorar a vida das pessoas sempre foi cultivado na minha casa. A despeito que sempre foi passada por meu pai, essa sensibilidade a gente só adquire ao estar em contato com o povo e nisso sou grato ao governador Wellington Dias que me permitiu estar na frente das Finanças e do Pró-Piauí. A governadora Regina sempre nos cobra para não perdemos essa sensibilidade porque governo é para mudar a vida de quem precisa”.
Rafael destacou ainda os novos desafios.
“O Piauí tem novos desafios, porque na medida em que o povo ganha direitos, quer novos direitos. Mas, o Piauí também tem novas oportunidades, várias potencialidades”.
Ele finalizou a fala entonando oração de São Francisco de Assis: “Onde houver erro, que eu leve a verdade, onde houver desespero, que eu leve a esperança, onde houver tristeza, que eu leve a alegria, onde houver trevas, que eu leve a luz”.
O religioso, filósofo e teólogo agora ocupa o assento 22 na Academia Piauiense de Letras
A governadora Regina Sousa prestigiou nessa sexta-feira (1º) a posse do padre Tony Batista como imortal acadêmico da Academia Piauiense de Letras (APL), no auditório Dom Avelar Vilela, em Teresina. O momento foi prestigiado por muitas autoridades, fieis e amigos. Tony agora ocupa o assento 22 da APL.
O religioso Tony Batista é filósofo e teólogo, com mestrado pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, e entusiasta da cultura e da comunicação. Entre seus escritos se destaca o livro Memórias de Um Peregrino, onde relata as suas experiências na Terra Santa. O sacerdote também possui especialização em Comunicação pela Pontifícia Universidade Católica de Santiago (Chile) e é reconhecido por muitos como um notório orador. É dele a criação da Caminhada da Fraternidade, evento que é patrimônio cultural e imaterial do Piauí, e que anualmente arrasta uma multidão de pessoas para as ruas de Teresina, em prol dos trabalhos sociais desenvolvidos pela Igreja.
O Padre Tony em primeiro lugar é um pastor, que nos conhecemos ainda muito jovens, somos contemporâneos e independente da sua contribuição literária, cada homilia sua é um poema. Não tenho dúvidas que ele merece estar na academia. Por isso vim prestigiar a sua posse. A academia ganha muito com ele , com o jeito dele, os ensinamentos que ele traz . Então estou feliz por ele e acho que a academia só se engrandece”, disse Regina Sousa.
“Há muita alegria, mas há temor e tremor. Porque pra mim é mais uma responsabilidade, não é apenas uma honraria, é mais um serviço. Quando assumimos um coisa como essa, eu levo como uma coisa muito séria. A academia é um momento de ressonância e nós do mundo inteiro estamos doentes, precisando de esperança e se nós somos homens e mulheres, da escrita, da cultura, da fala, temos a responsabilidade de levar esperança, de provocar alegria e de não aceitarmos a indiferença. Fico muito feliz em poder contribuir”, disse Tony Batista.
A nova gestora já atuava na Suparc como supervisora dos projetos
A Superintendência de Parcerias e Concessões do Estado do Piauí (Suparc) agora está sob responsabilidade da advogada Érica Feitosa, que já atuava na Superintendência desde 2018 como coordenadora de projetos. A escolha de Érica como nova gestora foi natural por ser alguém da equipe e que já conhece os projetos e encaminhamentos para dar celeridade nas ações do órgãos.
Érica é especialista em Direito Constitucional e Administrativo pela Escola Superior da Advocacia do Piauí. Tem experiência como advogada desde 2012.
“É uma missão de muito propósito continuar o legado que a Viviane Moura construiu ao longo desses anos. Vamos manter os projetos com muita responsabilidade e zelo. Nosso foco é entregar serviços com contrapartida social, seguindo a filosofia que foi construída na Suparc durante todo esse tempo”, conta.
Os técnicos estão sendo orientados em como proceder na hora da abordagem, as formas de contenção mecânica dos pacientes e quais os apoios devem ser solicitados para as equipes.
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), através da Coordenação Geral do Samu, realizou nesta quinta-feira (31) treinamento com as equipes para mudar o protocolo de atendimento dos pacientes com transtornos mentais. Os técnicos estão sendo orientados em como proceder na hora da abordagem, as formas de contenção mecânica dos pacientes e quais os apoios devem ser solicitados para as equipes.
Participaram do treinamento os coordenadores das equipes do SAMU de todo o estado. Além disso, também foi realizada uma oficina de capacitação que tratou da “Padronização da ficha de ocorrências, implantação do protocolo de pacientes com transtornos mentais e das diretrizes e administração de medicamentos no APH”. A oficina foi ministrada no auditório do Conselho Regional de Enfermagem.
A Coordenadora Geral do SAMU Estadual, Christianne Rocha Leal, destaca que a oficina tratou da implementação do protocolo construído em conjunto com a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Ministério Público para atendimento de pacientes com transtornos mentais.
“Primeiro foi trabalhado o protocolo de atendimento a esses casos, onde apresentamos a conduta e as medidas que as nossas equipes devem tomar ao atender casos que envolvam pessoas com transtornos mentais”, explicou Christianne.
“Também foi feita a apresentação de como devem ser feitas as medidas de contenção com o equipamento adequado. Em um segundo momento foi trabalhada a questão de aplicação de medicamentos pelas equipes de suporte básico. Todo esse conjunto de pontos garante mais segurança para os usuários e nossas equipes, além de melhorar a qualidade do serviço”, reforçou a coordenadora.
A Coordenadora Geral do SAMU Estadual, enfermeira Laurimary Caminha Veloso, ministrou a oficina sobre o protocolo de atendimento aos usuários que apresentarem transtornos mentais. Ela coloca a importância da oficina, uma vez que os conhecimentos trabalhados trazem mais segurança para todas as partes envolvidas em um atendimento.
“Nós apresentamos o protocolo de atendimento, dando ênfase em como nossas equipes devem proceder durante a nossa abordagem. Apresentamos as formas de contenção mecânica e quais os apoios devem ser solicitados para as equipes do SAMU. Esse protocolo foi organizado em conjunto com as outras entidades, uma vez que existe a interação na hora dos atendimentos aos pacientes. A ideia é que esses profissionais sejam multiplicadores desse conhecimento, ajudando a melhorar a qualidade do nosso serviço por todo o estado”, destacou Laurimary.
Com previsão de entrega para o segundo semestre de 2022, a obra estará concluída concomitantemente com a montagem dos equipamentos
O governador Wellington Dias visitou, nesta quarta-feira (30), a obra da nova maternidade de Teresina, que está em fase de conclusão, com 95% pronta, e deve ser entregue no segundo semestre de 2022. O novo equipamento público vem para melhorar e suprir a demanda da Maternidade Dona Evangelina Rosa, localizada na capital piauiense.
O investimento total na nova maternidade é de R$ 136 milhões, sendo R$ 86 milhões do Governo do Estado e R$ 50 milhões do Orçamento Geral da União, por meio da bancada federal. O chefe do Executivo estadual destacou que a nova maternidade, localizada na Avenida Presidente Kennedy, será um dos hospitais mais modernos do Brasil e que irá garantir a segurança da mulher e do bebê.
“É um projeto de uma maternidade que vai trabalhar aqui a saúde da mulher e do bebê e que, certamente, é um dos hospitais mais modernos do Nordeste e do Brasil. Uma grande obra em todos os sentidos pela importância estratégica de salvar vidas e pelo volume, são mais de R$ 136 milhões investidos. Aqui tivemos recursos da bancada federal, mas a maior parte dos recursos, agora com equipamentos, são do Estado e, o mais importante, vai permitir que tenhamos a Maternidade Dona Evangelina Rosa em um patamar de muita segurança em relação aos cuidados com a mulher e com o bebê”, ressaltou Wellington Dias.
O secretário de Estado da Fazenda (Sefaz) e coordenador-geral do PRO Piauí, Rafael Fonteles, enfatizou a importância da nova maternidade para casos de alta complexidade. “Sem dúvidas, é a maior obra de saúde pública do Piauí nos últimos 50 anos. É uma obra de grande em volume de recursos, valores investidos, mas também pela importância em salvar vidas. As mães gestantes, que tenham, porventura, partos complicados, bem como os bebês, terão maior segurança. Essa é a grande importância dessa obra. Vai ser uma maternidade de referência, não só para o Piauí, mas para toda a região Meio Norte, até para o Nordeste, pelo padrão de qualidade, que terá tudo de mais moderno para dar essa segurança para as mães e bebês”, disse o gestor.
Sobre o andamento da obra, o secretário de Estado da Saúde (Sesapi), Florentino Neto, explicou que ela estará concluída concomitantemente com a montagem dos equipamentos. “A obra está praticamente concluída, já estamos nas últimas adequações no prédio para a montagem dos equipamentos. Tudo isso tem um cronograma e acreditamos que, no segundo semestre, a governadora Regina Sousa entregará essa maternidade ao povo do Piauí”, frisou.
A nova maternidade terá tecnologia para atender casos de alta complexidade. “A nova maternidade contará com cerca de 300 leitos, que vai trazer tudo de mais moderno, em pé de igualdade com qualquer outra maternidade do país. Atenderemos gestantes que tenham parto de alto risco, com alta tecnologia e tudo que é necessário para que tenhamos uma condução adequada dessas gestantes. Com isso, queremos melhorar, substancialmente, os índices com relação às gestantes. Então, essa maternidade trará conforto e respeito com a população”, disse Jefferson Campelo, médico e superintendente da Sesapi.
A deputada federal e primeira-dama do Estado, Rejane Dias, destinou recursos para a reestruturação da saúde no Piauí. “Uma obra, realmente, muito importante, que será concluída até agosto. A bancada federal entrou com recursos e eu destinei R$ 12 milhões à Saúde do Piauí para a reestruturação dos hospitais, incluindo, a nova maternidade, assim como a compra de novas ambulâncias, que estão sendo entregues a diversos hospitais regionais do Estado. Uma grande estrutura está sendo montada aqui para receber as futuras mamães e bebês com assistência muito mais adequada”, afirmou.
O Programa abriu as inscrições para professores concorrerem a bolsas pesquisas
A professora do curso de Licenciatura em Biologia da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), campus Deputado Jesualdo Cavalcanti na cidade de Corrente, Helena Onody, ganha bolsa pesquisa pelo programa Fulbright na cidade de Filadélfia nos Estados Unidos por 03 (três) meses com o projeto “Study of NeotropicalIchneumonidae (hymenoptera) type specimens described by cresson and deposited at the academy of natural sciences”. O estudo é sobre a família de insetos himenópteros, o Ichneumonidae, que são parasitóides de outros insetos.
Professora do curso de Licenciatura em Biologia, Helena Onody com gaveta entomológica para estudo
Projeto Aprovado
O Projeto feito pela professora Helena Onody é titulado “Study of Neotropical Ichneumonidae (Hymenoptera) Type Specimens Described by Cresson and Deposited at the Academy of Natural Sciences”. A professora explica que Ichneumonidae é a maior família de Hymenoptera e umas das maiores dentre os insetos, onde a mesma fala sobre as regiões onde existem as maiores necessidades sobre os estudos dessas famílias. Pesquisas nesse âmbito preservam o conhecimento biológico associado a esses importantes espécimes.
Da direita para esquerda: Jason (Curador da coleção), Helena Onody (Pesquisadora), Alexandra (Doutoranda da Florida), Davide ( Doutorando da Florida), Greg (Assistente de Coleção)
“A família tem mais de 25.000 espécies descritas e entre 60 e 100 mil espécies estimadas. No entanto, para a região neotropical estão descritas aproximadamente 4.500 espécies de Ichneumonidae Isso reflete a necessidade de maiores estudos com a família, principalmente na região neotropical, onde há um grande número de espécies ainda não descritas e as atividades antropogênicas têm causados sérios impactos aos seus biomas”, explica.
A pesquisadora relata que qualquer tipo de estudo com os Ichneumonidae esbarra principalmente na dificuldade de identificação de suas espécies e que parte da complexidade do estudo desta família também se deve à falta de especialistas, às descrições antigas e sucintas de grande parte de suas espécies.
“Muitas delas foram baseadas em um único ou alguns poucos exemplares, bem como ao difícil acesso ao material tipo, distribuído em diferentes museus pelo mundo”, relata.
Departamento de entomologia da Academy of Natural Sciences e estudo
O departamento é situado na Filadélfia, Pensilvânia, Estados Unidos da América, abriga cerca de 320 espécies tipos de Ichneumonidae da região neotropical descritas por E. T. Cresson. A pesquisadora explica os objetivos do projeto e o resultados encontrados até agora.
“O projeto propõe compilar e divulgar as informações e imagens dos espécimes tipos de Ichneumonidae neotropicais descritos por E. T. Cresson e que estão depositados na Academy of Natural Sciences e redescrever algumas das espécies neotropicais da subfamília Campopleginae de forma subsidiar estudos sistemáticos e de biodiversidade desenvolvidos no Brasil”, relata.
A professora e pesquisadora fala da importância do estudo, bem como a divulgação das informações e imagens desses espécimes, onde ela aborda como se propõe o projeto que ela pesquisa durante esses 03 (três) meses no Museu.
“Considera que compreendem cerca de 7% da fauna neotropical de Ichneumonidae descrita. Além disso, o International Code of Zoological Nomenclature (72F.4, ICZN 1999) recomenda compilar e divulgar as informações dos espécimes tipos depositados nos museus para subsidiar futuros estudos taxonômicos e de biodiversidade. A publicação de catálogos de espécies tipos juntamente com imagens de alta resolução evitam deslocamentos longos e desnecessários”, relata.
Frente do Museu em que a pesquisadora trabalhou 03 (três) meses
Fulbright
O Programa abriu as inscrições para professores concorrerem a bolsas pesquisas. A professora fez sua inscrição e enviou o seu projeto, onde foi selecionada para ocupar a vaga de Bolsa Visitante financiada pelo programa Fulbright.
Fulbright foi criado no ano de 1946 pelo Senador J. William Fulbright o um programa de Intercâmbio Educacional e Cultural do Governo dos Estados Unidos da América com o objetivo de ampliar o entendimento entre os EUA e outros países.
Segundo o site do Fulbright já conseguiram seca de 370 mil bolsas de estudo, pesquisa e ensino a cidadãos norte-americanos e de outros 150 países do início do programa até hoje. No Brasil o Programa chegou no ano de 1957 levando para ocupar as bolsas mais de 4.900 brasileiros para estudar no Estados Unidos. A Fulbright oferece bolsas de estudos para o intercâmbio de estudantes de pós-graduação, professores e pesquisadores que queiram fazer a diferença em suas comunidades por meio da pesquisa e do conhecimento.
Mais de 170 municípios do Piauí já foram interligados por fibra ótica, beneficiando cerca de 3 milhões de pessoas com o programa de Parceria Público-Privado.
Umas das apostas da vice-governadora Regina Sousa para o desenvolvimento social e geração de renda das comunidades tradicionais do Estado foi concretizada neste domingo (27) com a implantação do serviço de internet pela Piauí Conectado no quilombo Mimbó, no município de Amarante.
Mais de 170 municípios do Piauí já foram interligados por fibra ótica, beneficiando cerca de 3 milhões de pessoas com o programa de Parceria Público-Privado. Segundo Edson Roberto da Silva, presidente da Global, empresa gerenciadora do Piauí Conectado será o primeiro estado do Brasil a ser 100% conectado por fibra ótica.
“Chegamos onde ninguém mais chegou, alcançamos lugares distantes da capital e logo iremos interligar todo o estado, levando o Piauí a ser o primeiro estado do Brasil a ser totalmente conectado, na vanguarda da tecnologia e da evolução”, explica Edson Silva.
Atenta em levar políticas públicas para a população menos favorecida, Regina Sousa revelou que conheceu o Mimbó em 1994, na companhia do presidente Lula. “Viemos um pequeno grupo e ainda hoje ele pergunta como está tudo por aqui com tudo isso que a gente está fazendo. Desde 2019 no começo do nosso governo, antes da pandemia, andei muito por esse estado visitando comunidades quilombolas, as que já conhecia e conhecendo outras em São Raimundo Nonato, Paquetá, Picos e Paulistana, por exemplo. Existem comunidades bastante isoladas, mas que chegando lá vemos que já existe alguma coisa sendo feita”, disse.
“Em Paulistana encontrei uma comunidade autossuficiente, com mulheres valentes fazendo hortas, criando peixe a galinha através do Projeto Sisteminha do Emater, onde nós investimos 150 mil reais para 22 famílias e hoje elas estão vendendo bem, os mercadinhos vão comprar lá na comunidade, isso me enche de orgulho. Assim como a comunidade Canadá em Oeiras que gera renda com hortaliças. E é isso que quero para o Mimbó, o mais antigo quilombo que continue com essa cultura, valorizando nossa negritude. E são os moradores que têm que preservar. Quero uma mudança de vida para eles, do ponto de vista de emancipação financeira e não dependam nunca mais de cesta básica”, frisou a vice-governadora.
Artigos de moda e artesanato
Segundo a vice-governadora, a ideia de criar a marca Mimbó para artigos de moda e artesanato é outro empreendimento desenvolvido em parcerias. “Com a doação de retalhos da empresária Claudia Claudino que veio até aqui, fizemos a proposta de parceria e todo mundo do Mimbó aderiu. Temos muito a percorrer, mas já temos uma grande produção de artesanato, tapetes, caminhos de mesa que já tem gente de Natal comprando via internet. Significa que já deu certo e vai continuar dando mais ainda com o site de vendas. Temos agora a inovação tecnológica, vamos ampliar a escola, fazer o mirante que será um ponto de visitação. O Mimbó já é livre, agora será independente, com autonomia financeira”.
Para o presidente da Global, chegar ao Mimbó “é um trabalho gratificante não somente pela superação dos desafios tecnológicos apresentados, como pela transformação social. A partir de hoje, a vida será outra no quilombo. A educação vai dar um salto de qualidade, consultas médicas poderão ser feitas por telemedicina, a arte e a cultura serão vistos e consumidos por todo o mundo. A história e as tradições serão vistas, valorizadas e compartilhadas, novas oportunidades se abrirão para todos os jovens do Mimbó, que antes partiam para uma vida lá fora, agora poderão enxergar aqui mesmo a possibilidade de um futuro melhor através de cursos técnicos do ensino à distância”, disse.
A presidente do Conselho Comunitário do Quilombo Mimbó, Marta Paixão, ressaltou a vocação da comunidade. “Na nossa comunidade temos muitas pessoas talentosas na moda, artesanato, agricultura, no manejo de ervas medicinais. Por mais de 200 anos conservamos o mais importante, a potencialidade na moda, cultura e turismo, com a vista para o rio Canindé e cavernas onde se esconderam os primeiros habitantes do quilombo Mimbó e hoje estamos concretizando mais um passo desse sonho”, declarou.
Visita à comunidade Periperi
Atendendo a um convite feito no último dia 16, a vice-governadora Regina Sousa visitou, no domingo, 27, a comunidade quilombola Periperi, distante 17 km da sede do município de Amarante, para ouvir as demandas dos moradores. A principal é o incentivo à geração de renda, pois a maioria não tem renda.
Criada há mais 140 anos, a comunidade quilombola Periperi, em Amarante, foi reconhecida em 2012 e lá vivem cerca de 70 famílias descendentes do casal Antonio Lima e Silva e Maria Velosa, os fundadores da comunidade em 1895. Raimundo Lima é um dos netos do casal e a vice-governadora Regina Sousa que já o conhecia das lutas sindicais, pois ele foi dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Amarante. “Nós queremos viver na unidade da diversidade e buscar dignidade.”
A vice-presidente da Associação dos Moradores da Comunidade, Marcenildes Soares, solicitou apoio para o empreendedorismo nos setores de artesanato, agricultura familiar, costura, alimentação e turismo. Na comunidade existem vários balneários. E Também pediu ajuda para a melhoria habitacional, pois ainda há casas de taipa e de palha. “ Nós temos força de vontade para trabalhar. Só precisamos de apoio para andar com as próprias pernas”.
Regina Sousa disse que vai ajudar a comunidade no que for possível. “Conheço o sofrimento das comunidades. Fui quebradeira de coco”, lembrou. E sugeriu que cada morador descubra a sua vocação e o que pode ser feito com o que produzem. E também que trabalhem em associação com outras comunidades, como o Mimbó, por exemplo, para aumentar as vendas. “ Estou feliz em visitar essa comunidade.”
Na comunidade Periperi já são produzidos artesanato “e vamos trabalhar essas comunidades como trabalhamos nas comunidades indígenas e de povos tradicionais e brevemente os moradores do Mimbó também terão seus títulos de terra. Estou muito feliz em poder transformar a vida das pessoa para melhor, cumprindo a função de governo, cuidar das pessoas”, salientou Regina Sousa.